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Sexta-feira, 6 de Julho de 2007

Inato ou adquirido

Toda a gente me diz que me preocupo demasiado com as coisas e que preciso de aprender a relaxar na vida. “as coisas valem o que valem”, dizem-me.

Pois realmente eu vejo as pessoas à minha volta muito relaxadas e para falar a verdade verdadinha eu até queria  um temperamento desses para mim.

 

Como é que se atinge esse estado de perfeição?

Questiono-me se já nasceram assim com esse dom ou se o adquiram por aprendizagem… a ver outros que tais. Contudo, as pessoas que eu conheço e que conseguiram o desejado relax não me querem dizer como é que lá chegaram. E eu, sozinha não consigo atingi-lo.

De vez em quando, perante alguma insistência da minha parte, há um que me diz, para me despachar, “não te preocupes com coisas mesquinhas”.

Longe de me relaxar mergulho ainda mais fundo na tensão.

- E o que é uma coisa mesquinha? – quero saber.

- Uma coisa mesquinha é uma coisa que vale o que vale.

 

Sinto que o pensamento se me escapou. Que a voz se foi e entro num repetido  imbróglio existencial.

- Uma coisa que vale o que vale quer dizer que... - Ingenuamente tento sacar nabos da púcara. 

- Uma coisa que vale o que vale é uma coisa que tem um valor diferente para mim diferente daquele que é para ti. O amor por exemplo, para mim pode  ser importante e para ti não.

- Hum...

- Leonor... o que tens andado a fazer?

- A dormir, acho eu.

- Relaxa.

- Ah, sim. acerca do relaxar... como é que se faz?

- Mas tu estás a brincar?

- Quem? Eu? Eu não.

- Já te disse para não ligares a coisas mesquinhas. É esse o truque.

Ainda não foi desta vez que consegui que me dissessem. Se não for inato deve haver uma maneira de lá chegar. Mas como? Sim! Como?

Leonoreta


publicado por leonoreta às 09:22

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14 comentários:
De António a 6 de Julho de 2007 às 10:08
Querida Leonor!
Hoje apareces muito relaxada num estilo dialogante...eh eh.
É o início das férias muito próximo, não é?
Mas...
Olha, minha amiga:
a coisa começa por ser inata; depois há técnicas para relaxar mas há chatices para tensionar; e também há coisas boas que relaxam.
Resumindo e concluindo:
Para além de ser congénito, o encarar os factos do dia a dia de forma mais ou menos descontraída ou contraída depende de muitos outros factores.
Falei e disse!
Percebeste?
Não?
Deixa lá...relaxa!

Beijinhos


De António a 6 de Julho de 2007 às 19:43
Ainda só tens um comentário, ó rouxinol?


De leonoreta a 7 de Julho de 2007 às 14:41
rouxinol que na maior parte das vezes é mais uma gralha, rsss


De António a 8 de Julho de 2007 às 00:32
Gralha?
Oh menina!
Tu não és gralha nenhuma; antes pelo contrário.



De Almapater a 7 de Julho de 2007 às 02:09
Algumas vezes tive dúvidas. Outras foram só certezas. Acabei invariavelmente por concluir, que por detrás dessa imensa capacidade de relaxar, vivia um infindável território de indiferença, e nas mais das vezes, de um caminho entre o seja o que deus quiser, e o que se lixe.
Não sei. È verdade que 95% dos casos de morte eminente desta vez, acabam em....pizza às fatias, mas...
A tensão dá...? (raios, eu morrerei do coração, mas antes cadáver cedo, que eunuco velho...

Tenha uma maravilhosa semana. Com muita tensão...( como é fatal a traição da língua...)


De leonoreta a 7 de Julho de 2007 às 14:47
deduzo pelas suas palavras que afinal os relaxados são mesmo uns relaxados e eu safo-me por não pertencer aos maus da fita?

nao me posso esquecer que as palavras valem o que valem e tenho de ter cuidado com a dictomia mau/bom por ser tudo relativo.

focou um aspecto queme esqueci de mencionar no post. a crença em deus. os relaxados delegam sempre as preocupaçoes par o divino.

leonoreta


De Lusitana a 8 de Julho de 2007 às 13:49
Bem, vou-te dizer que também tenho de certo modo esse problema. Igualmente me dizem... "Levas a vida muito a sério..." . Se calhar é esse o meu problema. Ainda também ninguém me disse como fazer para relaxar... acho até mesmo que não consigo! Penso assim que a única forma será ter paz interior e não nos preocuparmos com coisas que não sejam nenhum problema... claro q se põe a questão: "Afinal o que é um problema?" Porque um problema para mim pode não ser um problema para ti! Cara amiga, para esse dilema, nã sei mesmo o que te dizer... Apenas, descontrai quando o puderes fazer; aproveita; saboreia os momentos; deve ser um passo importante para conseguires aquilo que questionas. *
Beijinhos


De dumb a 8 de Julho de 2007 às 20:00
Queres o segredo? Aqui vai.

Tira um dia só para pensar. Pensa muito e o mais que conseguires em tudo e mais alguma coisa. Esses pensamentos têm que incluir uma ou duas questões que te tenham tirado o sono em tempos.

Chegas então à conclusão que as coisas voltam sempre ao lugar e que o que foi uma gigantesca tragédia há muitos anos hoje não é mais que uma história que podes contar.

Pensa também que amanhã, ao saires de casa te pode cair um meteorito em cima, pode haver mais um grande terramoto ai onde moras e todos os teus grandes problemas passam a ser nada mais que questõezinhas sem importância.

Relativiza, porque tudo é relativo e assim talvez chegue o dia em que sejas capaz de abdicar de todos os problemas para apriveitar um qualquer raio de sol.

PS: Quando à subjectividade, ali não existe. Tudo aconteceu, feito por quatro pessoas diferentes há uns anos atrás. Pessoas essas que agora se juntam e divagam tanto que quem está ao lado não percebe nada do que se diz.


De A.S. a 8 de Julho de 2007 às 20:08
Querida Leonor,

Este teu texto lembra-me Virgilio Ferreira que diz numa das suas obras:

"Há duas formas de reagir ao desastre do nosso tempo. Uma é denunciá-lo e sofrer com isso. Outra é colaborar e levá-lo até às últimas consequências.
O primeiro lamenta-se e a tragédia é tudo quanto exprime. O outro, se ainda é possivel, faz disso a sua palhaçada. E há ainda o que, no intervalo dos dois, nem sofre nem ri e sente-se muito bem no meio dos destroços!"

Pensa nisso....

Um terno beijo e um bom fim de semana!



De pedro alex a 9 de Julho de 2007 às 11:10
Olá:)
Sabes onde me relaxo, numa banheira cheia de água, no mar quente das caraíbas, num abraço, numa maratona de qualquer coisa, e em detalhes, encontrá-los é um prazer, oh se é.
Não me angustiaste, adorei-te, simples contextualizada e num registo que me é mto querido.
Bjs


De homem de negro a 10 de Julho de 2007 às 12:00
Olá...
Não existe própriamente uma técnica ou qualquer segredo, creio eu, no meu caso penso que foi algo que adquiri com a idade e com o grisalhar dos meus cabelos, levo as coisas da forma mais calma possivel, é inato, e não vivo problemas por antecipação. Vivo cada momento, mais aproveito ao máximo cada momento da minha vida para que realmente me sinta em paz comigo mesmo e acho que é aí que reside o eventual segredo: estar em paz connosco...
Um beijo vadio, a gente vê-se por aí...


De mac a 11 de Julho de 2007 às 20:16
Há 1 frase que diz mais ou menos isto: "Deus te dê força para mudares as coisas que podes mudar, a coragem para aceitar o que não podes mudar, e a sapiência para distinguir entre ambas"


De alexiaa a 15 de Julho de 2007 às 18:38
Acho este texto dificílimo de comentar:)
Se num primeiro impulso me apeteceu apontar a inerência como resposta certa para a tua dúvida, logo no minuto a seguir surgiram-me exemplos flagrantes que derrubaram a minha teoria inicial!
Não acho que consiga relaxar…sei que encolho muitas vezes os ombros numa atitude de relaxe escandaloso:)
Não sinto que seja uma pessoa tensa…mas falha-me em muitas ocasiões o discernimento necessário para saber o que é uma coisa mesquinha!
E não é que de repente até me senti uma pessoa equilibrada??:)))

Beijinhos!



De leonoreta a 16 de Julho de 2007 às 18:00
sabes alexia? gosto de ti por seres simples.


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