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Sexta-feira, 26 de Outubro de 2007

Comportamento gera comportamento

Li um dia... quando e onde não me lembro... às vezes não leio e invento... outras vezes invento e penso que leio. Mas desta vez, tenho a certeza que li a  história que vou contar  num daqueles artigos curtinhos daquela revista chamada Selecções do Reader’s Digest.

Arthur Miller, comprava diariamente o jornal no mesmo quiosque. O vendedor não era propriamente um exemplo de boa comunicação e ao “bom dia” e “muito obrigado” de Miller respondia sempre com uma espécie de grunhido mal disposto.

Certo dia, Miller compra o jornal acompanhado de um amigo e  este ao ver tal saudação (?) da parte do vendedor em resposta à boa disposição de Miller, faz o reparo:
- Viste como ele te respondeu?
- Ah, ele é sempre assim.- E Miller, descontraído,  pára na rua com o jornal debaixo do braço  a fim de  acender o cigarro.

(bom. Se pára ou não, não sei, mas apeteceu-me acrescentar isto aqui)

- E tu continuas sempre a falar-lhe?- continuou o amigo de Miller
- Sim, claro. O que ele quer é que eu lhe responda na mesma moeda mas eu não lhe faço o jeito.
 
Em psicologia "comportamento gera comportamento". Sabendo disto, contrariamos atitudes negativas,simplesmente, ignorando-as.


Leonoreta

publicado por leonoreta às 21:20

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Sexta-feira, 12 de Outubro de 2007

Fragmentos dela, dele e às vezes dos outros (16)

Ela crescera a pensar que o amor acontecia e existia como nos contos de fadas. Para sem pre. Mas um dia constatou que o amor é  efémero e que os  príncipes são feitos apenas de letras.

 

A valorização daquele conceito mudara de  patamar, descendo um degrau. Quando a confiança chega a um determinado ponto onde já não há descoberta a relação sofre o processo inverso à da construção.

 

Logo ela  substituíra o amor pela amizade, cozinhando relações em banho Maria.

Mas, um dia alguém lhe dissera que este sentimento tão cómodo era a desculpa para a falta de iniciativa e aceitação de novos riscos.

 

Os amores são efémeros. Os amigos não são eternos.

Questionou-se sobre a necessidade desses dois conceitos  isentos de sentido, esperando sempre que as suas respostas não fossem verdadeiras.

Leonoreta


publicado por leonoreta às 20:14

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Sexta-feira, 5 de Outubro de 2007

Fragmentos dela, dele e às vezes dos outros (15)

Os meses de Maio e de Junho são tímidos na sua natureza. O sol tão depressa desponta por entre as nuvens como a seguir se esconde no meio delas, ainda chuviscando, ainda fazendo frio.

Ele apareceu de gabardine beje claro. Ela vestia um blazer curto da mesma cor. Abrigaram-se de uns pingos de chuva que teimavam em molhar aquele encontro que surgiu tão inesperado.

- Quero dar-te um abraço. – disse ele ao telefone.

- Estás cá? – perguntou ela contente pela surpresa.

No banco de pedra do jardim, falaram de coisas triviais, pueris, daquele  homem que vive  enquanto preocupado com o tempo e do outro homem que vive enquanto preocupado com as horas. As horas não interessam para o homem do tempo.

- Gosto das coisas que tu escreves. – disse ele.

Ela sorriu vaidosa e agradecida pelo tempo que ele lhe dedicava.

As coisas que ela escrevia! Momentos reais da memória enlaçados com momentos sonhados do desejo. Ela nem sabia porque escrevia o que escrevia. Impulsos de recriar uma realidade onde ela era a heroína.

Na despedida deram um abraço. Um abraço morno e apertado de quem andava de mãos dadas há já algum tempo de um tempo sem horas.

 

Leonoreta


publicado por leonoreta às 18:40

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