Tudo o que eu escrevo é de improviso. Um improviso pensado.

.posts recentes

. Reforço positivo

. Tenho rezado todos os dia...

. Relembrando Eça

. Marx avisou

. Onde arranjar metáforas?

. Esperar é uma virtude

. Aprender uma língua

. A culpa é do remador

. Ralhar não dói

. Escrever também cansa

.arquivos

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Jesse James

A primeira vez que ouvi falar de Jesse James teria mais ou menos uns vinte anos. Na procura de novidades musicais (em vinil) houve um que me chamou a atenção pela sua capa que me fazia lembrar um pôr do sol por causa das suas cores quentes, amarelo e vermelho. Quatro cabeças famosas da country music interpretavam a história de um dos mais famosos bandidos americanos.

 

Fui ver o filme “O assassino de Jesse James”. O momento dos dois disparos que se ouvem no disco que avisa o ouvinte da morte anunciada é prolongado para duas horas num jogo de prolepses e analepses que justificam as motivações do assassino, ele próprio tão bandido como o assassinado.

 

Gostei do filme pelo trabalho de prolongamento que se dá a um breve período de tempo, a um esmiuçar de pormenores de uma circunstãncia: como um encontrão que se dá na rua a meio de uma passadeira atravessada à pressa. O impacto foi tão rápido que os transeuntes não perceberam  que já se conheciam de anos antes cuja amizade foi estragada porque a mãe de um deles não suportava que o amigo do filho se abancasse lá em casa à pala do jantar.

 

Lembro-me com saudade de uma cadeira de literatura em que a professora nos sugeria um objecto qualquer, um lápis, um alfinete, e falássemos dele durante cinco minutos. Perdulária a professora. Dava-nos também uma semana para pensarmos na lógica  discurso.

 

Gostei do filme. Não pelo nome mais sonante que o chama às bilheteiras, Brad Pitt, mas pela personagem que dá andamento à acção. Não liguei ao nome e tive pena. Poderia resolver o assunto agora numa pesquisa da net mas tenho preguiça. E fico por aqui.

Leonoreta


publicado por leonoreta às 20:00

link do post | comentar | favorito
|

4 comentários:
De António a 11 de Janeiro de 2008 às 18:07
E agora, senhora e senhores, a nova crítica de cinema acabada de ser contratada pelo Sapo:
Laura Antónia!!!!!
E que estreia auspiciosa...

Beijinhos


De António a 11 de Janeiro de 2008 às 18:08
...senhoras e senhores...
Pois claro!


De heretico a 11 de Janeiro de 2008 às 22:36

excelente a "simplicidade" da tua escrita. leve, fluente e límpida...

que nos prende e lemos num fôlego e relemos para saborear de novo...





De pedro alex a 12 de Janeiro de 2008 às 12:47
O meu primeiro contacto com o JJ foi num western, há duzentos e vinte e sete anos, num cine de praia que na altura das férias se enchia de povo. Depois foi nas histórias do Lucky Luck e finalmente no filme que referes.
Não sou fã do pindérico, o nosso "Zé do Telhado" tem muita mais pinta.
Gosto dos filmes com analepses e da vida com prolepses.
Bj


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.tags

. todas as tags

.links

.Fazer olhinhos

blogs SAPO

.subscrever feeds