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Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Fragmentos dela, dele e às vezes dos outros (20)

Ela atravessou descuidadamente a passadeira sem tomar as precauções devidas com o trânsito como sempre fazia. Reparou num carro que se aproximava e, rapidamente, seguiu em frente. O condutor chamou-a pelo seu nome. A voz familiar fê-la parar, fazendo-a voltar para trás.
- Que surpresa! – disse ela.
Por coincidência iam para o mesmo sítio. Andaram por ruas e travessas até chegarem ao destino. Ele perdia-se constantemente. Ela achava graça.
O tempo gasto na distância percorrida era preenchido com palavras aqui e ali.
- Olá! – disse ele, olhando nos olhos dela
- Olá. – respondeu ela sorrindo, sabendo que aquele olá era uma maneira que ele tinha cortar conversas banais.
E a conversa mudou de rumo, tornando-se mais pessoal, mais íntima. Uma música ensurdecedora começou a tocar. Depois parava, recomeçando pouco depois, repetidamente. Era impossível eles estarem ali. Foram embora. Andaram um pouco pela rua até deixarem de ouvir aquela música. Depois disseram “até um dia”.
Mais tarde, ela lembrou-se que não lhe tinha dito que tinha gostado de estar com ele.
Leonoreta

publicado por leonoreta às 16:51

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5 comentários:
De mac a 27 de Março de 2008 às 17:36
Estes reencontros revestem-se sempre de laguma ternura...pode ser que no próximo reencontro, ela não se esqueça de o dizer...


De pedro alex a 28 de Março de 2008 às 01:08
Simples e lindo este teu fragmento feito de vida.
Um bj



De António a 29 de Março de 2008 às 22:34
Olá, Leonor!
Então o bacano levou a senhora para um lugar barulhento?
Assim não admira que ela se tenha esquecido de dizer que tinha gostado de estar com ele.
Ainda bem!
O sujeito devia estar surdo do barulho da música e nada ouviria.

Beijinhos


De Daniel Aladiah a 1 de Abril de 2008 às 23:30
Querida Leonor
Vejo-te perdida pelas avenidas... com saudade de ventos de outrora, com desejos que se escrevem nas entrelinhas de tantos encontros imaginados... procuras...
Um beijo
Daniel


De almapatar a 5 de Abril de 2008 às 02:04
Minha cara
que bom , mesmo tarde, ela se lembrar do que não disse. Mas que bom ainda, na ausência da lembrança, ela saber, que mesmo sem lembrança, ela sabia que ela sabia. Cada lembrança, era só, a sustentabilidade do que ambos sabiam.

É magnificco , fazer a história consigo. Mais coisa menos dita, vc que bem a pode editar.


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