Tudo o que eu escrevo é de improviso. Um improviso pensado.

.posts recentes

. Reforço positivo

. Tenho rezado todos os dia...

. Relembrando Eça

. Marx avisou

. Onde arranjar metáforas?

. Esperar é uma virtude

. Aprender uma língua

. A culpa é do remador

. Ralhar não dói

. Escrever também cansa

.arquivos

. Agosto 2009

. Junho 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

Sexta-feira, 20 de Julho de 2007

Se um dia por acaso

Há cerca de trinta anos que existe um alfarrabista perto da minha casa. E assim como gosto de visitar livrarias e ver se há algum título que me chame a atenção mais gosto ainda de entrar nos alfarrabistas e ver se descubro obras que já deveria ter lido e ainda não li.

Abro um parêntesis. Tive um professor de filosofia que um dia me dizia a meio da aula “Mais tarde ou mais cedo, todos nós temos de ler As Confissões de Santo Agostinho” e eu pensei “Todos nós?”.

Fiquei com a ideia de que As Confissões era um livro a procurar urgentemente antes que me acontecesse alguma e eu fosse para o outro mundo sem ler tal preciosidade.

Mas voltando à conversa do alfarrabista que existe perto da minha casa há cerca de trinta anos…

A particularidade deste alfarrabista é que ao longo das três décadas da sua existência deve ter aberto as portas ao público apenas uma, em dias alternados, e nunca mais de dois seguidos. De modo que, apanhar a loja aberta é uma espécie de sorte grande pelo que o melhor será sempre andar com dinheiro no bolso.

Os livros estão sempre no mesmo sítio e já se encontram com as capas debotadas pelo sol. Sei exactamente o lugar que ocupam de tanto observar a montra e quais comprar quando apanhar a porta aberta. Se a apanhar.

Um desses livros é O retrato de Dorian Gray de Óscar Wilde. Gosto deste autor pelas verdades dele fazerem “plim”com as minhas. (como esta: o meu problema não é ser velho. é ter sido jovem). Curiosamente nunca li nada dele.

Tento descobrir mais títulos, nomeadamente, As confissões. Leio alguns títulos com a cabeça inclinada sobre o ombro direito. Inclino a cabeça para o lado contrário, lendo outros títulos que estão de pernas para o ar. Ah! E maravilha das maravilhas! Descubro As Mitologias de Roland Barthes.

Lembrei-me novamente do professor. A meio de uma aula pedi esclarecimentos sobre uma questão. E ele, pessoa sábia, completamente rendido à minha expressão de tão pura ignorância, perdoada, somente, por uma sede de saber enorme, poupa-me a uma humilhação vitalícia, evitando a pergunta directa ( Nunca leu …..?) pela pergunta subtil (Há quanto tempo não lê As Mitologias de Barthes?).


Mentalmente, somei mais uma obra à lista das futuras leituras. Resta-me apanhar a porta aberta.



Leonoreta

publicado por leonoreta às 13:19

link do post | comentar | favorito

18 comentários:
De leonoreta a 22 de Julho de 2007 às 20:38
alexia, tens razão. afinal, isto so de reclamar sem apresentar alternativas.
achas então que ha nuances que nao foram desenvolvidas...
sabes que eu gostava de ter uma loja onde se "tertuliasse?" ias la beber café e depois conversava-se.
beijinhos


De alexiaa a 22 de Julho de 2007 às 21:21
Quando o alfarrabista trespassar a loja...podes sempre ficar com ela para essa ideia que acho carregadinha de potencial:)
De qualquer forma temo ser para ti uma conversa...pouco estimulante!

Beijinhos:)


Comentar post

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


.tags

. todas as tags

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds