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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2008

fragmentos dela, dele e as vezes dos outros

De um segundo para o outro, o céu ficou mais cinzento e ela apressou o passo quando sentiu os primeiros pingos de chuva a molharem-lhe o rosto.

Atravessou descuidadamente a passadeira sem se preocupar com o trânsito e entrou de rompante na pastelaria. Chocou à entrada com uma senhora que ia a sair e pediu desculpa. Sentou-se numa mesa vaga ao acaso, respirando fundo a fim de acalmar as palpitações cardíacas.

O empregado de mesa aproximou-se e ela pediu um chá de limão que a sua constipação pedia urgentemente.

Enquanto se dispunha a esperar pelo pedido começou a observar quem estava na pastelaria. Foi quando reparou nele, sentado mesmo na frente dela. De perna traçada, cotovelo apoiado na mesa, fumava cachimbo olhando a rua imerso nos seus pensamentos.

O empregado trouxe-lhe o chá e ela tomou-o em pequenos goles. Beba muito chá, disse-lhe o médico.

Falo-lhe? Pensou ela. Ele podia não se lembrar dela ou fazer que não se lembrava e ela iria ficar embaraçada. Restava-lhe pedir desculpa pelo engano e pelo incómodo.

Ela olhou para a rua. Já tinha parado de chover. Entretanto, já tinha acabado de tomar o seu chá. Chamou o empregado e pagou a despesa. Levantou-se, ajeitou a mala no ombro e passou por ele sem olhá-lo.

- Continuas a deixar a iniciativa para os outros? - perguntou ele.

Ela sorriu. Ousadamente sentou-se na mesa dele sem ser convidada.

- Temia que não me reconhecesses. – disse ela.

- Impossível.

Conversaram o resto da tarde.

Leonoreta

 


publicado por leonoreta às 16:12

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